Todos os poemas são da minha autoria a sua utilização só poderá ser feita com a minha autorização.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

«De improviso»

Servi sem pedir,
Nada de valor,
Procurei sorrir,
Sem grande temor,
Assim desta forma,
Sem protagonismo,
Mas sempre com norma,
E sem egoísmo,
Que o momento é breve,
O suspiro constante,
E ninguém se atreve,
A ser mais sonante,
Do que estas palavras,
Escritas de improviso,
Que ficam guardadas,
Nesse teu sorriso.












domingo, 20 de novembro de 2016

«Aspeto imaculado»

Renova a minha existência,
Como a chuva na natureza,
Aumenta-me a sapiência,
O meu nível de pureza,
Separa-me os sentidos em gotas,
Escolhendo cada um,
Elabora as tuas escolhas,
Sem preferência por algum,
Baralha as emoções,
E distribui o resultado,
Num conjunto de razões,
De aspeto imaculado,
Assim ficas a saber,
Aquilo de que sou feito,
Ficas a conhecer,
A merecer o meu respeito.










sábado, 19 de novembro de 2016

«A espuma»

Chega até mim,
Vem-me abraçar,
Envolve-me assim,
Como a espuma do mar,
Que beija a areia,
Envolvendo o seu tom,
A frescura semeia,
Sem um sequer tom,
Separa o teu medo,
Confia sem dar,
Não sei o segredo,
Mas sei-o guardar,
Recolhe esse gesto,
Algo irreflectido,
Apanha o resto,
Num simples afecto.








sexta-feira, 18 de novembro de 2016

«A frase»

Nas linhas direitas,
Plantei uma frase,
Com as ideias feitas,
Mas sem que a arrase,
Deixei-a crescer,
Na forma de texto,
Procurei entender,
Qual o seu contexto,
E de todos ao lados,
Me surgiram ideias,
Com tons alternados,
De várias maneiras,
Surgiu e passou,
Quase perfeita,
E nem perguntou,
A razão de ser feita.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

«Uma ponte»

Deixei este muro cair devagar,
Construí uma ponte no seu lugar,
Com os tijolos do pensamento,
Colados à pressa com qualquer cimento,
Daquele que pensa, que apura os sentidos,
Que fixa o que quer e acha os perdidos,
Não tem comprimento,
Mas sobra-lhe alento,
Que a distância,
Aumenta esta ânsia,
De a atravessar,
Sem ter de ficar,
À espera dos outros,
Que ainda são poucos,
Mas vão aumentar,
Basta acreditar.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

«Que acalma»

Enfeita a minha alma,
Com as cores dos sentidos,
Com o gesto que acalma,
Os gostos vencidos,
Rasga-me ao meio,
Sem mais remorsos,
Reconstrói-me alheio,
Nos tempos só nossos,
Respira este ar,
Tão purificado,
Podes lá estar,
Sempre ao meu lado,
Constrói-me mais forte,
Mais teu, atrevido,
Embala-me à sorte,
Já não estou sentido,
Suspira devagar,
Até perceberes,
Que eu vou lá estar,
Basta quereres.



terça-feira, 15 de novembro de 2016

«Uma flor»

Num dia sem cor,
Plantei uma flor,
Num vaso de sonho,
Com barro risonho,
Tratei com carinho,
Sempre sozinho,
Até que apareceu,
Alguém que entendeu,
O que estava a fazer,
E sem nada dizer,
Ficou lá comigo,
Ofereceu um sorriso,
E a planta cresceu,
Num ritmo seu,
Parecia falar,
Entender e gostar,
De ter companhia,
Saber que havia,
Alguém, que cuidava,
Que sempre lá estava,
Naquele momento,
A dar um alento,
Que acontecia,
E com ela sentia.



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