Todos os poemas são da minha autoria a sua utilização só poderá ser feita com a minha autorização.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

«Mais proveito»

Renasci na esperança,
Que eu inventei,
Arranjei confiança,
E assim avancei,
Sem um destino traçado,
Ou objectivos concretos,
Que para ser alcançado,
Seria assente em sucessos,
Mas o simples por vezes é mais,
Faz melhor, tem mais proveito,
Porque querer nunca é demais,
Quando o caminho está direito,
Cá estou, a caminhar,
Que não me falte o alento,
Que o resto vai ficar,
Ou passar como um momento.





terça-feira, 22 de novembro de 2016

«Simples gesto»

Simples e concreto,
Altivo, merecido,
Meigo ou completo,
Curto, talvez comprido,
Assim é o teu simples gesto,
Numa atitude discreta,
Deixa de importar o resto,
Só a ti, mais completa,
Por mais vezes que o faças,
Ou apliques a melodia,
Quase nunca disfarças,
Mas afastas a monotonia,
Podes fazer quando queres,
Na hora que te apetecer,
Que eu estou lá, se estiveres,
Quando ele acontecer.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

«De improviso»

Servi sem pedir,
Nada de valor,
Procurei sorrir,
Sem grande temor,
Assim desta forma,
Sem protagonismo,
Mas sempre com norma,
E sem egoísmo,
Que o momento é breve,
O suspiro constante,
E ninguém se atreve,
A ser mais sonante,
Do que estas palavras,
Escritas de improviso,
Que ficam guardadas,
Nesse teu sorriso.












domingo, 20 de novembro de 2016

«Aspeto imaculado»

Renova a minha existência,
Como a chuva na natureza,
Aumenta-me a sapiência,
O meu nível de pureza,
Separa-me os sentidos em gotas,
Escolhendo cada um,
Elabora as tuas escolhas,
Sem preferência por algum,
Baralha as emoções,
E distribui o resultado,
Num conjunto de razões,
De aspeto imaculado,
Assim ficas a saber,
Aquilo de que sou feito,
Ficas a conhecer,
A merecer o meu respeito.










sábado, 19 de novembro de 2016

«A espuma»

Chega até mim,
Vem-me abraçar,
Envolve-me assim,
Como a espuma do mar,
Que beija a areia,
Envolvendo o seu tom,
A frescura semeia,
Sem um sequer tom,
Separa o teu medo,
Confia sem dar,
Não sei o segredo,
Mas sei-o guardar,
Recolhe esse gesto,
Algo irreflectido,
Apanha o resto,
Num simples afecto.








sexta-feira, 18 de novembro de 2016

«A frase»

Nas linhas direitas,
Plantei uma frase,
Com as ideias feitas,
Mas sem que a arrase,
Deixei-a crescer,
Na forma de texto,
Procurei entender,
Qual o seu contexto,
E de todos ao lados,
Me surgiram ideias,
Com tons alternados,
De várias maneiras,
Surgiu e passou,
Quase perfeita,
E nem perguntou,
A razão de ser feita.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

«Uma ponte»

Deixei este muro cair devagar,
Construí uma ponte no seu lugar,
Com os tijolos do pensamento,
Colados à pressa com qualquer cimento,
Daquele que pensa, que apura os sentidos,
Que fixa o que quer e acha os perdidos,
Não tem comprimento,
Mas sobra-lhe alento,
Que a distância,
Aumenta esta ânsia,
De a atravessar,
Sem ter de ficar,
À espera dos outros,
Que ainda são poucos,
Mas vão aumentar,
Basta acreditar.



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